Como inovar em tempos de crise?

Atualizado: 2 de Nov de 2020

Entender a definição de inovação é de fundamental importância para o seguimento desse blog post, assim, de acordo com o Manual de Oslo (2005), a inovação acontece quando há a introdução de um bem ou serviço novo ou consideravelmente melhor, no que se refere às suas características ou usos. Além disso, pode acontecer quando ocorre a implementação de métodos ou processos de produção, distribuição, marketing ou organizacional novos ou melhorados.


Todavia, antes de entrarmos definitivamente na relação explicitada no título desse blog, é importante desmitificar a inovação, e podemos fazer isso falando de quatro dos muitos mitos, a partir do que se ouve de carreiras acadêmicas e profissionais:


1) Inovação NÃO é só tecnologia: A tecnologia é sim um facilitador na hora de inovar, porém não é unanimidade para que a isso aconteça. É possível inovar oferecendo, por exemplo, produtos e serviços como uma utilidade e/ou valor adicional, ou ainda, oferecendo mais simplicidade em algum processo utilizado por um cliente (ou possível cliente);


2) Inovação é coisa de quem tem dinheiro: Dinheiro é um facilitador. Mas acumular dinheiro para inovar não é a melhor via. O acúmulo e a aplicação de conhecimento é a base da inovação, afinal ela pode acontecer através de uma inspiração criadora motivada por um conhecimento prévio;


3) Inovar é complicado e precisa de grandes mudanças: Inovar não precisa ser complicado. Inovar não é só criar coisas fora do comum e que geram grandes avanços científicos. Na verdade, a inovação ocorre em coisas do nosso dia a dia, simples e fácil, acontece quando procuramos tonar mais fácil e mais eficaz algo do nosso cotidiano ou do cotidiano dos clientes;


4) Empresas antigas e tradicionais não conseguem inovar: Esse mito é clássico. Certamente velhos hábitos e uma cultura organizacional engessada podem atrapalhar, mas, para inovar, não é preciso ser uma startup. Afinal, inovar é tomar a decisão de acompanhar as mudanças que estão acontecendo no ambiente empresarial ao longo do tempo, tomar a decisão de não ficar para trás.


Pronto, agora que você entendeu o que é inovação e percebeu que existem mitos e paradigmas a serem quebrados, podemos incluir a variável “crise” na história.

Uma crise, do ponto de vista da Economia, é um período em que há escassez de produção, comercialização e consumo. E por incrível que pareça, é algo relativamente comum de acontecer no mundo, afinal, a economia é cíclica, e alterna etapas de crescimento e de decrescimento, gerando os ciclos econômicos.


Estamos passando por uma crise econômica, a crise do Covid-19, que fez a economia mundial paralisar para tentar conter a pandemia. As consequências negativas são visíveis, mas é interessante tentar enxergar o outro lado da moeda, o lado da necessidade superar desafios e inovar.


Trabalho remoto, o popular home office, que antes da pandemia era pouco discutido, foi a solução para muitas empresas tentarem manter o seu funcionamento. Essas empresas precisaram usar do seu poder de adaptação para, de forma rápida, se organizarem para implementar um novo método e um novo processo de trabalho, repensando a relação empresa-funcionário-cliente.


O exemplo acima parece óbvio agora, mas, antes da pandemia, parecia ilusório. Então, se pensarmos mais criticamente, podemos perceber que a pandemia criou a oportunidade das empresas inovarem para vencerem seus problemas, o que ilustra mais ainda que da crise pode surgir grandes oportunidades!


Assim, é interessante dizer que, momentos de crise, que geram grandes transformações, são um prato cheio para as empresas entenderem alguns desejos do mercado e do cliente e criarem alternativas.


Se você leu até aqui, deve estar ansioso para que eu responda a pergunta que está intimamente ligada a esse blog post: “Como inovar em tempos de crise?”


Bem, não há uma fórmula mágica para isso, pois depende de cada perfil de negócio e de cada perfil pessoal. Mas podemos dar algumas dicas: Seja flexível, resiliente, adaptável e busque conhecimento.


- Flexível para ser capaz de questionar, não ter medo de mudar e nem de entender seus pontos fracos e fortes;


- Resiliente para agir com a razão acima da emoção e avaliar as decisões a serem tomadas;


- Adaptável para não sucumbir às mudanças;


- E o mais importante, sempre busque conhecimento, seja em bases de dados e documentos, mas também na experiência acumulada. As mudanças de hoje têm mais a ver com pessoas do que com tecnologias, e o conhecimento é capaz de contribuir para a reflexão e para a ação, é a base para se inovar.

Como diria Winston Churchill em meados da década de 1940, quando o fim de uma enorme crise chamada Segunda Guerra Mundial se aproximava:


“Nunca deixe uma boa crise se perder!” (Never let a good crisis go to waste!)


O Uma Mão oferece treinamento gratuito sobre Inovação dentro da Jornada, para participar, se inscreva aqui!


Sugestões de leitura:

  1. Inovar é uma boa saída para Pequenos Negócios diante de Crise;

  2. Parcerias Estratégicas.

Livros:

- DAVILA, Tony; EPSTEIN, Marc J.; SHELTON, Robert. As regras da inovação. Bookman Editora, 2009.

- CHRISTENSEN, Clayton M. O dilema da inovação: quando as novas tecnologias levam empresas ao fracasso. M. Books Editora, 2019.

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